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"Tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas".

Antoine de Saint-Exupery











segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Escrever é pensar

Tão simples como pensar é escrever.
Por no papel todas as construções elaboradas de forma lógica pelo nosso eu.
Algumas vezes, nossa mente perde toda conexão com o que realmente nossa alma quer dizer, sofremos de SPA: Síndrome do Pensamento Acelerado! Atropelamos a nós mesmos. Porém, como tudo na vida, escrever bem é uma questão de prática! É preciso apenas saber o que quer falar, conhecê-lo e organízá-lo.
A arte de escrever acontece quando subtamente nos encontramos tão cheio de palavras que querem saltar de nossas mentes e como meio de escape desenhamos simbolos que de forma isolada não passa de simbolos, mas dentro de um conjunto ritmico e contextualizado dão espaço a estréia de nossas idéias, da nossa visão de mundo.
Dizer o que se pensa através da escrita é poder perpetuar a sua essência, é proporcionar que te conheçam e conhecer a ti mesmo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Sonhos de Marta

Marta não sabia como entender seus passos
Pensamentos vagos, soltos no espaço
Construido em seu castelo de ilusão
Vivendo em dias cinzas, nublados
Sentindo os seus sonhos frustrados
Pra desespero do coração
Com a alma pequena e fria
Sentia morrer suas alegrias
Sepultadas em suas lágrimas vazias 
Aguadando uma sombra para descansar a solidão

Regalias

Não quero tua força de homem
Nem a tua juventude
Nem tuas promessas fúteis
Que a alma teima em nutrir
Quero apenas deleitar-me em teus braços
E poder sentir o calor que emana dos espaços
Que tua vida reserva pra mim
Quero poder escutar o pulsar do seu sangue
Em um breve espaço entre minha respiração
Poder captar o momento
Inaudível no tempo
Mas palpável ao coração

Aborto: Uma sentença injusta

O abortamento é uma prática antiga na sociedade, havendo formas e preços para todos os tipos de classe social e motivos diversificados. Entretanto, o que vem ao caso nesse instante, não são esses fatores, mas sim a defesa ao sentenciado.
A vida é algo inexplicavelmente maravilhoso e o instinto de sobrevivência está inerente ao homem.
Deus em toda sua perfeição, não deu ao homem o dom da vida e de prover vidas como uma forma de poupar esforços. Esse estado de vivência é um período importantíssimo para o aprendizado e evolução de cada indivíduo. Causar um aborto é negar a alguém a oportunidade de aprender, de evoluir, de amar...
Não adianta diminuir o mal que foi feito acreditando que nos primeiros momentos evolutivos enquanto embrião não há vida. A vida surge desde a concepção e extirpá-la é um crime previsto pela Lei dos homens e pela Lei de Deus. Os cometedores desse ato, vivem em uma realidade alternativa, pois creem que o que não se pode ser visto não receberá julgamento. Porém a consciência será o seu algoz, a sua pena! Não importa quando, mas será.

Não quero passar a idéia de um Deus intransigente e vingativo, pois creio em um Deus de amor.
A culpa será a tormenta dos dias. Uma pessoa que causou o aborto, a mulher que se submeteu ou quem a forçou a este, não conseguirá esquecer o delito. Sempre que olhar para uma criança, para uma mãe, uma família, ou até mesmo em seus momentos de reflexão será lembrado o momento do mal irreparável a um ser indefeso.
Sempre que falamos em aborto pensamos em uma vida extirpada, negada o seu direito de vir ao mundo, de existir. Mas se imaginarmos a sensação de despreso, de rejeição, de desamor a situação se torna mais complexa. As cargas negativas sentidas por esse espírito preparado por Deus para receber a sua matéria serão ínfimas. Todo o sentimento de amor e carinho é derrubado pela ira.
Um único ato desorganiza todos os própósitos da vida e tal desestruturação se dá pelo egoísmo, pela facilidade de se livrar da "carga" gerada por um ato inpensado, sendo muito mais fácil acabar com o "problema".
O amor ao próximo, a caridade, a humanidade são princípios básicos para uma vida de paz.
A paz é o bem mais almejado e estimado pelos homens e decepcionar aos ensinamentos de Cristo é perecer em uma vida sem paz!

domingo, 15 de agosto de 2010

A mágica da vida

A vida ensina as pessoas muitas coisas e o tempo é o operador desse milagre do aprendizado. Coisas que julgavamos ser importantes hoje já não são. Atitudes que tomariamos acreditando ser a melhor, hoje vemos que não é bem assim.
Tentamos a todo custo acertar, mas como seres humanos que somos... imperfeitos, nem sempre se é possível!
Ampliamos nossos horizontes, nosso circulo de amigos, nossos sonhos...Ah, os sonhos... aqueles milimétricamente planejados aos nossos 17 anos!
Pura besteira!
Crescemos, mudamos de opinião, e pronto! Inicia-se a mágica do tempo que nem nos damos conta da presença do fenômeno (se é que assim posso intitulá-lo).
Passamos a entender que nada é tão facil quanto parece e nem tão difícil assim. Nos vemos mais maduros, mais experiêntes, mais vividos.
Nossos pensamentos futuros tornam-se pretéritos e muitas vezes imperfeitos.
Aprendemos a nos dar valor, a nos entender, a dividir, a dizer não, a ponderar...
Sim, o tempo nos traz tudo isso, além da nossa idade!
Tudo muda.
Aquele noivado de anos não chega a casamento; aquela pessoa de confiaça torna-se ignorado; a faculdade trancada transforma-se em diploma; da balada pro barzinho; do chopp ao suco, e assim vai...
O universo conspira a favor de uma libertação da mediocridade, da mesmice. Não há vagas pro ócio! O tempo nos traz a sabedoria de aproveitamento, de renovação, de entendimento das circunstâncias e reação coerente a elas.
Somos bombardeados a todo instante por essa mudança. O que pensamos nesse exato momento... virou passado. O tempo passou e se incubiu de levar e de quem sabe, executar ou excluir de nossas vidas.
Ao mesmo tempo que é impressionante, torna-se bizarro!
É, a impressionante passagem da vida é bizarra, é cômica, e pra alguns até trágica. Mas acontece.
Aprendemos que não adianta rascunhar, que cada capítulo da vida é único e que nem sempre o fim justificará o meio, poque esse livro que escrevemos já é peça de teatro: podemos improvisar! Somos autores, diretores, elenco e platéia.  Temos que viver, afinal de contas nada é eterno.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Humanidade Decadente

A insegurança é um estado que põe em risco o bem estar humano. Todo indivíduo, logo, almeja pelo equilíbrio.
Chamarei de inseguro, os quais não se sentem estruturados para manter uma relação duradoura por seu simples existir. São pessoas que creem que é necessário um algo mais (ou muito mais, eu diria!) para que alguém sinta a necessidade de sua companhia. Vemos isso corriqueiramente, mas muitas vezes não nos damos conta da situação.
Medidas catastróficas são tomadas para garantir esse elo social e tornar-se o centro. Sim, eles são egocêntricos! Estão sempre perseguidos por terceiros que fantasiosamente ameacem sua relação (seja ela amigável ou amorosa), procura sempre fazer média, estar sempre presente quando solicitado ou quando não solicitado, opinar sempre a favor "ídolo", fazer intrigas em relação a outrem para garantir a primasia e claro, conhecer totalmente a vida do alvo. Quanto mais o cerco se fechar... melhor! Desde que ele esteja no meio, claro!
Acredito que estas pessoas talvez ajam de forma inconsciente (uma pequena porcentagem) ou então são desprovidas de valores éticos e morais. Aqueles ensinamentos tão simplórios que nossos pais se incubem de nos ofertar podem ser até aprendidos, porém nuca executados!
É lamentável que a sociedade esteja desprovida de humanos - seres humildes, de princípios e valores - que contenha apenas criaturas vazias e mesquinhas. Talvez o que nos reste é a fé na mudança e a convivência inglória enquanto se perdure.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O dom de cuidar




Quando escolhi vestir-me de branco, não foi por pura vaidade ou soberba. Queria honrar ao meu desejo. O desejo mais verdadeiro que tenho que é aprender a arte de cuidar!
Fazer enfermagem é uma forma de enxergar o outro como uma vida que se entrelaça a outras muitas. E o meu papel será manter esse elo forte.
Diferente do que muitos pensam, a enfermagem e a medicina são profissões distintas com um unico principio. A medicina são as descobertas, o diagnóstico, a cura. A enfermagem é o cuidado, a criatividade, o dom. O principio de ambas: a vida!
O sentimento de sobrevivência é o único que vigora diante de qualquer circunstância. E o cuidar é o prisma para a longevidade.
Enfermagem é autonomia, paciência, arte e capacidade.
Não há heroísmo!
O fato de não pôr-mos em risco nossa integridade física não nos torna desumanos. É preciso entender que também somos vida, que estamos ligadas a tantas outras... Nosso jaleco não é uma capa de super-herói e nosso juramento não nos torna imunes.
Ser enfermeiro é ser lutador, é oferecer o auxílio quando necessário e quando esse necessário nos for possível.
Não somos invencíveis!
Somos persistentes e humildes nas derrotas e acima de tudo somos consolo nas inglórias.
Ajuda, compromisso e dedicação é nosso lema.
Dignidade é a nossa missão.
Chegará o dia em que como muitos estenderei minha mão direita e direi solenemente com voz firme: " Juro dedicar minha vida profissional a humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e dedicação, guardando sem desfalecimento os segredos que me forem confiados. Respeitando a vida desde a concepção até a morte, não participando voluntariamente de atos que ponham em risco a integridade física e psiquica do ser humano, mantendo elevado os ideais de minha profissão, obedecendo os preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestigio e suas tradições." Entretanto, honrarei como poucos o meu juramento.