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"Tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas".

Antoine de Saint-Exupery











quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sem coração e sem alma?




Cansada de ser vista como o sexo frágil, a mulher se engajou em seus própositos: lutou pelos seus direitos e deixou de ser Amélia (algumas...). Aprendeu com a vida que depender dos homens não é algo tão enobrecedor.

Cansou de sofrer, de ser a única apaixonada, de ser a vítima!

A mulher mudou muito e alguns dizem até que pra pior. Eu particularmente não vejo essa mudança de uma forma tão negativa assim, apesar de sabermos que toda regra tem sua excessão.

Moderna, ousada, corajosa... esse é o perfil da maioria das mulheres, não podendo esquecer do apaixonada, pois apesar ser comprovado que somos o sexo forte não implica dizer que somos o sexo frio.

Por passar uma vida inerte, submissa, a mulher passou a buscar os seus objetivos, seus desejos e para que isso fosse alcançado muitas abdicaram da maternidade e do casamento, ou pelo menos postergam essa idéia. Eu acho muito justo essa decisão, pois a mulher passou a vida toda vivendo em prol do outro, mas nunca teve retorno. Cansou de amor unilateral! Mas por buscar esses desejos, ela passou a ser a desalmada, a desprovida de coração. Os homens em geral, de certa forma, ainda tem uma certa saudade da antiga Amélia, queixam-se dos nossos sentimentos (digo, alegam não tê-los), da nossa independência e pior de tudo, a nossa Autonomia.

O fato de não ter tanto jeito com crianças, ou preferir a união moderna não a torna vazia.

O problema da sociedade masculina é que eles rotularam as mulheres como mãe - esposa. Pelo amor de Deus, podemos ser o que quisermos: mãe sem ser esposa, esposa sem ser mãe, ou ambos. Fica a dica: Não somos mais Amélia e nem queremos ser Copélia, somos únicas e donas do nosso destino.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Educação vem de berço


Educação é uma coisa primordial na vida de uma pessoa. Não estou falando de ter codições finaceiras favoraveis, muito menos ter estudado em escolas caras. Para se ter educação, não se é necessário nem saber ler...

Saber se portar nos lugares é algo que para mim faz diferença. Não consigo entender como as pessoas podem entrar em um ônibus em plena tarde de sol escaldante, ir para o "fundão do buzu" e fazer aquele samba, digo, aquela baixaria. É isso mesmo: bater na chaparia do transporte e cantarolar um pagode de péssimo gosto, um tal de "relaxe na bica", que ao ser cantado em velocidade parece até não sei o quê! Eu acredito que as pessoas poderiam ter um pouco mais de senso de coletividade e respeitar um pouco o espaço do outro.

Todo mundo fala que a sociedade estigmatiza, exclui, reprime... mas na verdade, são as próprias pessoas que exercem esse papel. Parecem gostar de chamar a atenção dos outros, como se estivessem dizendo: "ei, tô aqui! Me engula...!!" Pelo amor de Deus! Quer aparecer? Mostre seu lado positivo, contribua para a sociedade de uma forma digna, não se exponha ao ridículo!

Crianças mal educadas que sobem nos acentos dos ônibus, tiram as sandálias, falam alto, tombam nos outros, lança palavrões pela janela e ainda querem ser as vítimas. Vítimas foram os ouvidos de quem passou 40 minutos ouvindo tanta barbaridade saindo de bocas infelizes que não sabiam prezar os bons costumes. Minha avó em toda sua ignorância das letras já dizia que educação vem de berço, que já viemos marcados por sermos pobres, mas que deveriamos ser pobres de vergonha.

Com toda essa situação não acredito que o problema esteja na escola, nos profissionais. O problema da educação toma uma proporção maior quando não se é praticada em casa. Os pais põem a culpa na escola, se portam como elas ou muito pior as tratam como adultos. Falam com elas como se fossem da mesma idade. Não as repreendem quando erradas. A correção só surge quando agridem a eles (pais), mas enquanto estiver incomodando o outro? PACIÊNCIA...

Eles ainda apoiam como uma forma de protesto contra a sociedade injusta em termos financeiros.

Como podemos esperar uma mudança se não fazemos acontecer enquanto pais-educadores? Como poderemos dizer que as crianças são o futuro se elas já praticam as infrações?

Pequenas mudanças fazem toda diferença!

Pratiquemos a mudança!

Pratiquemos a educação!

domingo, 25 de outubro de 2009

Um dia de cão



Tem dias que tudo da errado.

Você se atrasa para suas atividades diárias, chega tarde nos compromissos e percebe que todo mundo tá se perguntando o porquê do seu atraso. A gente finge que não percebe... e, tudo bem, tentamos continuar o nosso dia como de costume.

Mas quando as coisas estão nesse estado não existe como voltar ao normal, melhorar. Vai ser aquilo mesmo durante as próximas longas e infindáveis horas. Nesse momento, até o tempo fica de mal com a gente!

Nesse meio tempo irá aparecer pessoas te cobrando atividades, amigos mau humorados ou pior, bem humorados, que insistem em fazer brincadeirinhas num dia desse de cão.

Você fica puto da vida, porque parece que neste dia infeliz, todo mundo resolveu te notar, pedir informações, te chamar para ir ao banheiro (será que você não pode ir só?? - boas respostas são dadas em pensamento!), mas como estar de boa se você começou o dia mal? Acho que nem se os caras da obra - os "evoluidos" - gritar de lá de cima "ê lá em casa" ou "bora gostosa!" irá fazer sua auto estima subir um milímetro.

Você pede a Deus a cada minuto que você possa chegar em casa sã e salva psicologicamente.

Pronto, dá o seu horário de ir pra casa e você já sai novamente com o pé esquerdo, pois depender de ônibus pra voltar pra casa é um porre e mais porre ainda quando ele passa lotado por pessoas que desconhecem os bons costumes. São dez minutos de agonia e tortura! Quando finalmente você se vê livre daquele massacre, chega em casa, e acredita erroneamente que vai descansar, e então o seu bendito celular toca e começa a sessão de horror. No minimo é sua mãe perguntando: "menina, você comeu hoje?" "vem pra casa que dia?" "você... blá blá blá blá blá blá...". Pronto. Você consegui estabelecer uma comunicação pouco estressante com ela, ouviu algumas coisas e respondeu apenas "é ", "foi", "humrum", aquela conhecida "conversa de bêbado".

Melhor hora do dia: tomar banho. Se trancar no banheiro, tirar aquela inhaca de urubu de você por pelo menos vinte minutos, comer alguma coisa, quem sabe... Nada de campainhas, telefones, nem sonzinho de msn. O que vai curar as estigmas desse dia é o sono.


Silêncio.


"cri cri cri cri..."

-- Merda grilo, até você? (spleft!!)


Shiiiiii...

sábado, 13 de junho de 2009

Cada um com seu cada qual e ponto final!


Nada na vida é fácil, mas mais difícil do que levar a vida é relacionar-se com pessoas. Variáveis de pensamentos, jeitos... o negócio é cada um com seu cada qual. Reflito sobre as pessoas com que convivo, mesmo aquelas que não me conhecem, que passam por mim todos os dias intocáveis, mas que eu as reconheço, que passam todos os dias pelo meu caminho no ponto de ônibus, que entram no mesmo (e até quem entra em outros) transporte, estuda na mesma faculdade, enfim, pessoas que fazem parte do meu cotidiano mesmo que sejam como figurantes. Todas essas pessoas, hoje, serão protagonistas. Muito recentemente ouvi que num grupo existem três tipos de pessoas: os dominantes, os manipuladores e um terceiro que não me recordo no momento e que estes seriam os que deveriamos tomar cuidado. A princípio você deve ter dificuldade de identificar esses seres no seu dia-a-dia, mas eles estão lá!
Pessoas que sempre querem ser o centro, nunca aceitam sugestões, nunca mudam de opinião e ainda têm a petulância de dizerem que tem personalidade! Gente, ter personalidade não é ser cego e surdo para o mundo. Tá na hora de rever seus conceitos - eis aí "O Dominante". Aquele que sempre manda calar a boca, que determina o que deve-se ser feito, que nunca aparece, mas coordena... Intitulam-se como lideres.
Não, não. Líderes não comandam, gerenciam; ouvem, falam, criam estratégias junto com o grupo e não distribui tarefas - apresento-lhes "O Manipulador".
O mundo é feito de pessoas diferentes e é essa diversidade que o torna tão interessante!

A única forma de conviver com tanta diversidade é aceitar o jeito do outro. Evitar o julgamento e o preconceito é uma boa pedida pra inicio de conversa. Apontar o dedo para o outro eh o fim!! Ninguém é obrigado a fazer o que os outros querem, afinal de contas a singularidade existe.












Virgem, EU??!!




Foi-se o tempo que todas as moças (virgens ou não) faziam questão de dizer com orgulho que eram virgens. Hoje, da forma mais banal, a virgindade é um “estado do corpo” para as jovenzinhas (de no máximo 13), que são consideradas imaturas para a prática do sexo e caretice das mais velhas.
Ser virgem para a maioria dos jovens do século XXI é pertencer a uma raça estranha, oriunda do quarto sexo (pois os homossexuais já são o terceiro!!) — o sexo neutro, aquele que não relacionou-se com ninguém, o puro, o desprovido de experiências consideradas “pilares” para o bom jovem que se preze...
Não estou aqui para discutir qual a idade ideal para se ter a primeira vez, mas o porquê de iniciá-la. A gente sempre põe a culpa na mídia para todas as mudanças que ocorrem n a sociedade, mas nesse caso sou obrigada a descordar, pois pertenço a essa era da tecnologia, da informação e não possuo pensamentos corrompidos! Não tenho intenção alguma de ser moralista, mas convenhamos que a vulgaridade e a apelação ao sexo tornou-se rotulagem à maioria dos jovens.
Saias curtas, semi blusas, maquiagem forte, saltos altíssimos... é assim que se vestem as mulheres-precoces deste século. Não se vestem para se cobrirem e sim para revelar! Contar ficantes, peguetes, rolos, casinhos... agora é a moda. Agora eu pergunto: Quando chegará a moda do amor, do sentimento verdadeiro, do Eros e Psique?? Será que sua existência ficou no passado junto aos trovadores e romancistas??
Sexo não significa publicidade, status, maturidade. Sexo é vida, é amor, cumplicidade... não é pecado, muito pelo contrário, é divino! O que o torna pecado é a conexão que fazem com o profano, o impuro, o sujo. Sexo não é mais fazer amor, estado de graça, resumiu-se apenas a uma “foda”, “a furar”, “afogar o ganso”, e assim vai... isso me faz lembrar um texto de Luís Fernando Veríssimo “Dar não é fazer amor”, onde ele fala “dar é bom, é maravilhoso, desestressa, que a gente pode dar por dar, mas dar é muito e fica vazio[...]”. Eis o “x” da questão: Ficar vazio. É isso que os jovens estão se tornando, maquinas vazias em busca de prazer carnal. Sabemos que somos seres feitos de corpo e espírito e nesse caso está sendo saciada apenas a vontade do corpo, o desejo, a lascívia... mas e o espírito, quando será saciado o seu desejo? O sexo combinado a um sentimento verdadeiro, superior, pode proporcionar momentos de plenitude. Pra quê ser apenas mais uma na cama de alguém, que não deixa lembranças e nem saudade? Chega de pensamentos medíocres, revoltosos e piegas! Transar por curiosidade, prova de amor ou para fazer a mãe se sentir culpada? Isso sim é fora de moda, caretice e burrice!
Cada um tem seu direito de escolha quanto a seu corpo. Não devemos considerar as virgens bobas, nem as não virgens “putas”. O que devemos levar em conta é a consciência limpa, a certeza da escolha. Tornar-se mulher é muito mais que o alcance de uma etapa, ser mulher é como uma rosa que desabrocha em todas as fases no seu tempo e ainda quando sem cor continuam belas dentro de um livro emanando perfume da lembrança.
Meninas... sejam rosas, sejam eternas!

Quando o dia dos namorados...



Por que mulher é assim?


É sensível (algumas), chora com final de filme, grita no beijo da mocinha na novela, reclama porque a segunda opção do mocinho é sempre a vilã, abraça urso, se isola na bendita TPM...Coisas de mulher.


Mas não tem coisa mais importante do que datas. Ah, as datas. Essas são as que verdadeiramente movem nosso moinho da felicidade. Sabemos todos os aniversários — filhos, pais, irmãos, cunhados, sogra (vagamente, mas lembramos!) e demais afers que tivermos — e os aniversários de casamento, noivado, namoro, primeiro beijo e se vacilar até olhares. Mas uma data em especial é o dia dos namorados. Dia de felicidade pra umas, tristeza pra outras... mas é uma data que mexe realmente com a gente. As que não tem namorados: “mais um ano sozinha”, “é o primeiro sem ele”, “poxa, não vou ganhar nada”. Já para as que possuem um, inverta todas as frases anteriores.


Para a mulher não serve nem o 11 nem o 13 e sim o 12.


Vamos ao começo. Você pensa em várias opções de presentes para seu amado e quando você consegue escolher (pela internet) o calendário da mesinha te chama a atenção: 12 de Junho, sexta feira!! Para alguns seria ótimo, final de semana, feriadão e tals... mas péssimo para alguém que está a uns 80km dele, com uma faculdade decadente te estressando e ainda por cima grana curta. Aí ferrou! O dia já não vai ter a mesma graça. Comprar o presente com as amigas? Piorou...


Você passa a semana toda com aquelas amigas que não tem namorado (algumas por serem super exigentes) falando no seu ouvido: “comprou o presente?”, “olhaaa, tá chegando...”, tudo bem, coisas de amiga, mas o pior é quando você fala que vai passar sozinha e elas insistem: “ouxe, o principal você tem”, “pior sou eu que to só”. Nessas horas queridas amigas, nada, nada mesmo, levanta a moral de uma mulher que TEM namorado e vai passar o dia dos namorados sozinha. Fuçando uns “blogs” por ai, vi textos que falavam o quanto era péssimo ir ao shopping, cinema, assistir tv durante a semana do dia dos namorados porque só passavam coisas românticas... Gente, ela dizia PÉSSIMO! E olhe o principal, ela era solteira (pelo menos se dizia), imagine esse romantismo todo passando aos olhos de uma namorada-sozinha?


Enfim chega o grande dia que não o é mais.


Você acorda com aquela manemolência, faz o de sempre, e liga o computador para baixar músicas (programa e tanto), nessas idas e vindas de falta de ânimo você se da conta que está vegetando durante muito tempo num canto do quarto, e é nessa hora que a gente percebe o quanto somos apegadas a datas. E finalizando o dia você se encontra diante de uma (maldita) tela de computador a escrever um texto desnecessário, apenas pra passar o tempo, pois por incrível que pareça passa esse dia (12) sozinha, se preparando para as perguntas de como passou o dia dos namorados. Aí... só a graça!!


Ainda bem que 13 não caiu na sexta!