A vida ensina as pessoas muitas coisas e o tempo é o operador desse milagre do aprendizado. Coisas que julgavamos ser importantes hoje já não são. Atitudes que tomariamos acreditando ser a melhor, hoje vemos que não é bem assim.
Tentamos a todo custo acertar, mas como seres humanos que somos... imperfeitos, nem sempre se é possível!
Ampliamos nossos horizontes, nosso circulo de amigos, nossos sonhos...Ah, os sonhos... aqueles milimétricamente planejados aos nossos 17 anos!
Pura besteira!
Crescemos, mudamos de opinião, e pronto! Inicia-se a mágica do tempo que nem nos damos conta da presença do fenômeno (se é que assim posso intitulá-lo).
Passamos a entender que nada é tão facil quanto parece e nem tão difícil assim. Nos vemos mais maduros, mais experiêntes, mais vividos.
Nossos pensamentos futuros tornam-se pretéritos e muitas vezes imperfeitos.
Aprendemos a nos dar valor, a nos entender, a dividir, a dizer não, a ponderar...
Sim, o tempo nos traz tudo isso, além da nossa idade!
Tudo muda.
Aquele noivado de anos não chega a casamento; aquela pessoa de confiaça torna-se ignorado; a faculdade trancada transforma-se em diploma; da balada pro barzinho; do chopp ao suco, e assim vai...
O universo conspira a favor de uma libertação da mediocridade, da mesmice. Não há vagas pro ócio! O tempo nos traz a sabedoria de aproveitamento, de renovação, de entendimento das circunstâncias e reação coerente a elas.
Somos bombardeados a todo instante por essa mudança. O que pensamos nesse exato momento... virou passado. O tempo passou e se incubiu de levar e de quem sabe, executar ou excluir de nossas vidas.
Ao mesmo tempo que é impressionante, torna-se bizarro!
É, a impressionante passagem da vida é bizarra, é cômica, e pra alguns até trágica. Mas acontece.
Aprendemos que não adianta rascunhar, que cada capítulo da vida é único e que nem sempre o fim justificará o meio, poque esse livro que escrevemos já é peça de teatro: podemos improvisar! Somos autores, diretores, elenco e platéia. Temos que viver, afinal de contas nada é eterno.


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