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"Tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas".

Antoine de Saint-Exupery











quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Humanidade Decadente

A insegurança é um estado que põe em risco o bem estar humano. Todo indivíduo, logo, almeja pelo equilíbrio.
Chamarei de inseguro, os quais não se sentem estruturados para manter uma relação duradoura por seu simples existir. São pessoas que creem que é necessário um algo mais (ou muito mais, eu diria!) para que alguém sinta a necessidade de sua companhia. Vemos isso corriqueiramente, mas muitas vezes não nos damos conta da situação.
Medidas catastróficas são tomadas para garantir esse elo social e tornar-se o centro. Sim, eles são egocêntricos! Estão sempre perseguidos por terceiros que fantasiosamente ameacem sua relação (seja ela amigável ou amorosa), procura sempre fazer média, estar sempre presente quando solicitado ou quando não solicitado, opinar sempre a favor "ídolo", fazer intrigas em relação a outrem para garantir a primasia e claro, conhecer totalmente a vida do alvo. Quanto mais o cerco se fechar... melhor! Desde que ele esteja no meio, claro!
Acredito que estas pessoas talvez ajam de forma inconsciente (uma pequena porcentagem) ou então são desprovidas de valores éticos e morais. Aqueles ensinamentos tão simplórios que nossos pais se incubem de nos ofertar podem ser até aprendidos, porém nuca executados!
É lamentável que a sociedade esteja desprovida de humanos - seres humildes, de princípios e valores - que contenha apenas criaturas vazias e mesquinhas. Talvez o que nos reste é a fé na mudança e a convivência inglória enquanto se perdure.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O dom de cuidar




Quando escolhi vestir-me de branco, não foi por pura vaidade ou soberba. Queria honrar ao meu desejo. O desejo mais verdadeiro que tenho que é aprender a arte de cuidar!
Fazer enfermagem é uma forma de enxergar o outro como uma vida que se entrelaça a outras muitas. E o meu papel será manter esse elo forte.
Diferente do que muitos pensam, a enfermagem e a medicina são profissões distintas com um unico principio. A medicina são as descobertas, o diagnóstico, a cura. A enfermagem é o cuidado, a criatividade, o dom. O principio de ambas: a vida!
O sentimento de sobrevivência é o único que vigora diante de qualquer circunstância. E o cuidar é o prisma para a longevidade.
Enfermagem é autonomia, paciência, arte e capacidade.
Não há heroísmo!
O fato de não pôr-mos em risco nossa integridade física não nos torna desumanos. É preciso entender que também somos vida, que estamos ligadas a tantas outras... Nosso jaleco não é uma capa de super-herói e nosso juramento não nos torna imunes.
Ser enfermeiro é ser lutador, é oferecer o auxílio quando necessário e quando esse necessário nos for possível.
Não somos invencíveis!
Somos persistentes e humildes nas derrotas e acima de tudo somos consolo nas inglórias.
Ajuda, compromisso e dedicação é nosso lema.
Dignidade é a nossa missão.
Chegará o dia em que como muitos estenderei minha mão direita e direi solenemente com voz firme: " Juro dedicar minha vida profissional a humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e dedicação, guardando sem desfalecimento os segredos que me forem confiados. Respeitando a vida desde a concepção até a morte, não participando voluntariamente de atos que ponham em risco a integridade física e psiquica do ser humano, mantendo elevado os ideais de minha profissão, obedecendo os preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestigio e suas tradições." Entretanto, honrarei como poucos o meu juramento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mulher é fogo!



Nós, mulheres, somos impressionantes.
Temos a capacidade de amar, cativar, odiar, desamar... e competir!
Somos ótimas competidoras. Gostamos tanto disso quanto fazer compras!
Competimos com os homens no trabalho;
Competimos com a filha na aparência (gostamos de parecer que temos quase a mesma idade);
Competimos com nós mesmas (ou será que nenhuma de nós nunca apostou com o espelho que nunca mais iria chorar por aquele homem imprestável, que seguiriamos a dieta por um mês...?)
Mas um fato muito intrigante (além do último citado acima) é que nos sentimos bem em competir com as outras mulheres. Sim, isso é a pura verdade! Nos arrumamos por dois motivos: para eles se admirarem com nossa beleza, e para elas invejarem nossa beleza e se irritarem por eles só olharem para nós, afinal de contas, todo mundo sabe que homem bem acompanhado gosta de se exibir!
A competitividade é uma ação que nos dá estímulo, mas esse sentimento ganha mais força quando vem acompanhado da possessividade.
Isso mesmo: POS-SES-SI-VI-DA-DE.
A competitividade é secundária a esse sentimento.
Toda mulher que se preze é possessiva ao pai, ao irmão, as amigas e as inimigas também (nossos motivos de inimizade sempre são superiores aos dos outros)! Entretanto, a classe que mais sofre é a classe dos EX, ex-namorados e ex-namoradas dos nossos atuais.

Entenda melhor o Teorema dos EX:

1º Sempre que vamos a um lugar que sabemos (eventualmente...) que a ex dele (nosso atual) vai estar mostraremos classe, elegancia, charme e toda educação do mundo - ela deve entender que ele está bem acompanhado e que fez uma ótima troca por sinal.

2ºEncontrar com a atual do nosso ex requer maior capricho em nossas atitudes. Além de fazermos o que propõe o primeiro parágrafo, fazemos de tudo pra que ela perceba que ainda somos queridas e que somos melhores. Vestir-se perfeitamente é primazia. Todo detalhe é importantissimo: cabelo, maquiagem...

Parágrafo único: temos que superar até as que aparentam ser insuperáveis, o que muitas vezes é uma tarefa árdua, porém gloriosa.

Ser mulher é fogo!




domingo, 28 de fevereiro de 2010

A.M.I.Z.A.D.E


A amizade é de certa forma uma filosofia tão simples de conquistar e complexa de vivenciar.

Ninguém possui amigos iguais, cada um traz consigo algo que combine com nosso jeito. Alguns sabem ouvir, outros aconselhar, fazer rir, fazer lembrar... mas cada um de sua forma única e especial.

Não adianta querermos economizar alma. Amizade é doação, compreensão e acima de tudo paciência.

Nenhum amigo é substituível, ainda que exista alguém que saiba fazer a "função" que ele exercia, este não saberá fazê-lo coma mesma peculiaridade.

O que faz separar os amigos não é falsidade ou novas amizades, mas acredito que o que gera essa fenda muitas vezes intransponível é a nossa dificuldade de perceber que essa é a nossa vez de nos doar.

Recorde cada momento.

Perceba quantos sorrisos se abriram na sua vitória e quantos abraços te confortaram nas lágrimas.

Certa vez ouvi que não devemos gostar das pessaos apenas quando há mérito, mas também quando elas nada de importante fazem, e acreditar no outro enquanto ninguém acredita, porque é isso que nos torna humano.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sem coração e sem alma?




Cansada de ser vista como o sexo frágil, a mulher se engajou em seus própositos: lutou pelos seus direitos e deixou de ser Amélia (algumas...). Aprendeu com a vida que depender dos homens não é algo tão enobrecedor.

Cansou de sofrer, de ser a única apaixonada, de ser a vítima!

A mulher mudou muito e alguns dizem até que pra pior. Eu particularmente não vejo essa mudança de uma forma tão negativa assim, apesar de sabermos que toda regra tem sua excessão.

Moderna, ousada, corajosa... esse é o perfil da maioria das mulheres, não podendo esquecer do apaixonada, pois apesar ser comprovado que somos o sexo forte não implica dizer que somos o sexo frio.

Por passar uma vida inerte, submissa, a mulher passou a buscar os seus objetivos, seus desejos e para que isso fosse alcançado muitas abdicaram da maternidade e do casamento, ou pelo menos postergam essa idéia. Eu acho muito justo essa decisão, pois a mulher passou a vida toda vivendo em prol do outro, mas nunca teve retorno. Cansou de amor unilateral! Mas por buscar esses desejos, ela passou a ser a desalmada, a desprovida de coração. Os homens em geral, de certa forma, ainda tem uma certa saudade da antiga Amélia, queixam-se dos nossos sentimentos (digo, alegam não tê-los), da nossa independência e pior de tudo, a nossa Autonomia.

O fato de não ter tanto jeito com crianças, ou preferir a união moderna não a torna vazia.

O problema da sociedade masculina é que eles rotularam as mulheres como mãe - esposa. Pelo amor de Deus, podemos ser o que quisermos: mãe sem ser esposa, esposa sem ser mãe, ou ambos. Fica a dica: Não somos mais Amélia e nem queremos ser Copélia, somos únicas e donas do nosso destino.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Educação vem de berço


Educação é uma coisa primordial na vida de uma pessoa. Não estou falando de ter codições finaceiras favoraveis, muito menos ter estudado em escolas caras. Para se ter educação, não se é necessário nem saber ler...

Saber se portar nos lugares é algo que para mim faz diferença. Não consigo entender como as pessoas podem entrar em um ônibus em plena tarde de sol escaldante, ir para o "fundão do buzu" e fazer aquele samba, digo, aquela baixaria. É isso mesmo: bater na chaparia do transporte e cantarolar um pagode de péssimo gosto, um tal de "relaxe na bica", que ao ser cantado em velocidade parece até não sei o quê! Eu acredito que as pessoas poderiam ter um pouco mais de senso de coletividade e respeitar um pouco o espaço do outro.

Todo mundo fala que a sociedade estigmatiza, exclui, reprime... mas na verdade, são as próprias pessoas que exercem esse papel. Parecem gostar de chamar a atenção dos outros, como se estivessem dizendo: "ei, tô aqui! Me engula...!!" Pelo amor de Deus! Quer aparecer? Mostre seu lado positivo, contribua para a sociedade de uma forma digna, não se exponha ao ridículo!

Crianças mal educadas que sobem nos acentos dos ônibus, tiram as sandálias, falam alto, tombam nos outros, lança palavrões pela janela e ainda querem ser as vítimas. Vítimas foram os ouvidos de quem passou 40 minutos ouvindo tanta barbaridade saindo de bocas infelizes que não sabiam prezar os bons costumes. Minha avó em toda sua ignorância das letras já dizia que educação vem de berço, que já viemos marcados por sermos pobres, mas que deveriamos ser pobres de vergonha.

Com toda essa situação não acredito que o problema esteja na escola, nos profissionais. O problema da educação toma uma proporção maior quando não se é praticada em casa. Os pais põem a culpa na escola, se portam como elas ou muito pior as tratam como adultos. Falam com elas como se fossem da mesma idade. Não as repreendem quando erradas. A correção só surge quando agridem a eles (pais), mas enquanto estiver incomodando o outro? PACIÊNCIA...

Eles ainda apoiam como uma forma de protesto contra a sociedade injusta em termos financeiros.

Como podemos esperar uma mudança se não fazemos acontecer enquanto pais-educadores? Como poderemos dizer que as crianças são o futuro se elas já praticam as infrações?

Pequenas mudanças fazem toda diferença!

Pratiquemos a mudança!

Pratiquemos a educação!

domingo, 25 de outubro de 2009

Um dia de cão



Tem dias que tudo da errado.

Você se atrasa para suas atividades diárias, chega tarde nos compromissos e percebe que todo mundo tá se perguntando o porquê do seu atraso. A gente finge que não percebe... e, tudo bem, tentamos continuar o nosso dia como de costume.

Mas quando as coisas estão nesse estado não existe como voltar ao normal, melhorar. Vai ser aquilo mesmo durante as próximas longas e infindáveis horas. Nesse momento, até o tempo fica de mal com a gente!

Nesse meio tempo irá aparecer pessoas te cobrando atividades, amigos mau humorados ou pior, bem humorados, que insistem em fazer brincadeirinhas num dia desse de cão.

Você fica puto da vida, porque parece que neste dia infeliz, todo mundo resolveu te notar, pedir informações, te chamar para ir ao banheiro (será que você não pode ir só?? - boas respostas são dadas em pensamento!), mas como estar de boa se você começou o dia mal? Acho que nem se os caras da obra - os "evoluidos" - gritar de lá de cima "ê lá em casa" ou "bora gostosa!" irá fazer sua auto estima subir um milímetro.

Você pede a Deus a cada minuto que você possa chegar em casa sã e salva psicologicamente.

Pronto, dá o seu horário de ir pra casa e você já sai novamente com o pé esquerdo, pois depender de ônibus pra voltar pra casa é um porre e mais porre ainda quando ele passa lotado por pessoas que desconhecem os bons costumes. São dez minutos de agonia e tortura! Quando finalmente você se vê livre daquele massacre, chega em casa, e acredita erroneamente que vai descansar, e então o seu bendito celular toca e começa a sessão de horror. No minimo é sua mãe perguntando: "menina, você comeu hoje?" "vem pra casa que dia?" "você... blá blá blá blá blá blá...". Pronto. Você consegui estabelecer uma comunicação pouco estressante com ela, ouviu algumas coisas e respondeu apenas "é ", "foi", "humrum", aquela conhecida "conversa de bêbado".

Melhor hora do dia: tomar banho. Se trancar no banheiro, tirar aquela inhaca de urubu de você por pelo menos vinte minutos, comer alguma coisa, quem sabe... Nada de campainhas, telefones, nem sonzinho de msn. O que vai curar as estigmas desse dia é o sono.


Silêncio.


"cri cri cri cri..."

-- Merda grilo, até você? (spleft!!)


Shiiiiii...